20/08/2016

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O Caso Do Nadador Americano Ryan Lochte Deu O Que Falar Até Para Mim: Pecunia MillioM. Não Queremos A Aprovação Do Mundo e Nem Preconceito.




Não Queremos a Aprovação do Mundo, 

Nem Preconceito. Só Justiça.

Nadador Americano Ryan Lochte

O que aconteceu? 

Quatro nadadores americanos criaram uma grande confusão em um posto de gasolina, durante as olimpíadas, no Rio de Janeiro. Eles quebraram o banheiro do posto e foram indagados pelos seguranças do próprio posto. Os nadadores americanos, para que a polícia não fosse chamada, se ofereceram para pagar os danos causados no posto e arcaram com os prejuízos entregando livremente dinheiro para suprir os prejuízos ao dono do posto.

A história foi inventada pelo nadador americano Ryan Lochte, campeão olímpico no revezamento 4x200m livre no Rio e dono de outras 11 medalhas. Ele e mais 3 nadadores disseram que tinham sido vítimas de assalto e mesmo depois de toda a história desmentida ainda disseram que foram extorquidos. Grandes atletas que demonstraram ter péssimo caráter. 

Nadador Americano Ryan Lochte
Nadador Americano Ryan Lochte
Uma atitude totalmente repreensível, um comportamento reprovável, que trouxe diversos problemas à polícia brasileira e que deve sim ser investigado, tratado como crime e punido de forma justa, independentemente do que O MUNDO PENSA. NÃO ESTAMOS PREOCUPADOS COM O QUE O MUNDO PENSA SOBRE NÓS! QUEREMOS JUSTIÇA! 

Íamos querer justiça principalmente se eles tivessem sido vítimas de assalto como disseram inicialmente. 

Fernando Veloso, Chefe de Polícia Civil, disse sobre os atletas . “A única verdade que eles contaram é que eles estavam bêbados”.

Nos últimos dias não se fala em outra coisa na mídia internacional. Opiniões divididas, uns debatem a atitude dos nadadores de forma mais racional, enquanto outros defendem o próprio EGO. Tentando minimizar a atitude errada dos seus compatriotas alguns profissionais apelam para o preconceito e tentam menosprezar os brasileiros debochando de acontecimentos tão sérios e que nada tem a ver com o que aconteceu, por isso estou abordando este tema aqui.


Vou começar mostrando, na íntegra, 2 artigos publicados no sítio do G1.Globo.Com.

O 1º que é mais recente, foi publicado ontem: 19/08/2016 e fala sobre um artigo do Alex Cuadros, na revista americana New Yorker: 

O site da revista americana New Yorker publicou, nesta quinta (18), um artigo que repercute o caso em que quatro nadadores dos Estados Unidos afirmaram ter sido roubados no Rio de Janeiro, no último fim de semana. De acordo com informações divulgadas pela polícia brasileira em coletiva de imprensa, as evidências indicam que não houve assalto, e sim uma confusão entre os atletas, provavelmente bêbados, e os seguranças de um posto de gasolina. Na opinião do autor do artigo, Alex Cuadros, o episódio teve grande repercussão no Brasil pelo “complexo de vira-lata”.
O jornalista afirma que existe uma grande preocupação dos brasileiros com o que os outros países pensarão deles. A versão inicial de história dos nadadores feriria o orgulho da nação e “confirmaria a incapacidade do Rio de Janeiro em manter seus visitantes seguros, mesmo com 85 mil soldados e policiais espalhados pela cidade”. Ou seja: mancharia a imagem do Brasil que estava sendo projetada para o mundo.
“Há muito tempo, os brasileiros são obcecados com o que o mundo desenvolvido pensa deles. Mesmo quando não havia Olimpíada, a mídia local constantemente repercutia histórias sobre o que os Estados Unidos e a Europa estavam falando do Brasil”, afirma Cuadros, no artigo.
Os brasileiros, de acordo com a New Yorker, assim como sentem orgulho do samba, do Carnaval e do futebol, esperam mostrar ao mundo que o país deles “tem muito mais do que isso”. “Esse sentimento tem nome: complexo de vira-lata”, escreve o jornalista.
No desfecho do artigo, Cuadros opina que o Brasil vive “pequenas vitórias” que são distrações para um país em crise – fazia tempo, de acordo com o texto, que a imprensa não publicava matérias positivas no país. “Mas eles vão pagar um preço alto (...). E, quando o Brasil acordar da Olimpíada, vai enfrentar as mesmas lutas políticas amargas de antes, juntamente com a mais profunda recessão em décadas. Quando as atenções do mundo se desviarem, os brasileiros não terão ninguém para desapontar além deles mesmos”.

O 2º foi publicado dia 18/08/2016, da colunista do jornal americano USA Today, Nancy Armour:

Nancy Armour, a colunista do jornal americano "USA Today" que já havia afirmado ser "irrelevante" se Ryan Lochte mentiu ou não sobre o assalto que contou ter sofrido no Rio -- antes de seus colegas admitirem que de fato não ocorreu da forma como haviam relatado inicialmente -- publicou novo texto nesta quinta-feira (18) argumentando que a polícia carioca não pode alegar "superioridade moral" no caso.
A colunista deixa claro que Ryan Lochte é o responsável por ter começado toda a confusão, mas critica as autoridades brasileiras pelo esforço empreendido para esclarecer o que aconteceu naquele posto de gasolina, quando o Rio tem problemas muito mais graves de violência.
"Quantas pessoas morreram desde domingo?Quantas mais foram vítimas de crimes graves? Qual progresso as autoridades fizeram ao combater gangues e chefes do tráfico nas favelas mais perigosas?", questiona.
"Vale notar que outros atletas olímpicos de fato foram roubados ou tiveram propriedade sua furtada. Não ouvi nenhuma atualização sobre esses casos hoje", afirmou.
Nancy cita ainda dados segundo os quais um quinto dos homicídios no rio no ano passado foram cometidos pela polícia. A polícia carioca teria matado 8 mil pessoas em uma década, segundo a organização Human Rights Watch.
"Lochte e seus colegas não foram à polícia. A polícia foi até eles. Cansados de serem o saco de pancadas, ganharam de presente a mentira de Lochte para bancar a vítima, para variar", diz a autora. 
E aqui outro comentário da mesma colunista do USA Today:
A colunista do jornal “USA Today” Nancy Armour publicou um texto na quarta (17) cujo título pergunta: “Será que os Estados Unidos conseguem tirar os nadadores do Brasil?”. Em um trecho em que diz ser essa “a maior preocupação dos americanos”, Armour escreve: “Porque aparentemente no Brasil é muito pior fazer uma falsa notificação [de crime] à polícia do que atirar em um ônibus com gente dentro”. 

Agora, quero continuar com uma pergunta:

Quem são vocês Alex Cuadros e Nancy Armour para falar em "superioridade moral"?

Ah! Tá certo! São norte americanos. Grande .....! (com sua licença, meus leitores!) 

Os Estados Unidos têm sua superioridade garantida pelo força do poder econômico. Estou errada? 

Onde está a superioridade moral dos Estados Unidos???? Alguém pode me dizer. 

Não é um dos atuais candidatos à presidência dos E.U.A. que está falando em construir um muro para separar, não um território geográfico, mas outros povos que não são americanos? Que quer tirar os imigrantes do país? Mas não é somente ele, o candidato Donald Trump, que quer construir este muro e expulsar os imigrantes tem mais de 40% da população, que vota, querendo que isso aconteça.

Vocês chamam isto de superioridade moral?

O que vocês sabem sobre nós brasileiros, além daquilo que ouviram contar? Com que moralidade ousam falar que temos "complexo de vira-latas"?
Mas, amigos do MBA+, vocês sabiam que foi um brasileiro o criador deste tal conceito "Complexo de Vira-Latas" e o criou especialmente para nós brasileiros, conceito este que Alex Cuadros invocou para nos insultar? Pois é, o brasileiro Nelson Rodrigues. Cuja mente distorcia em tudo qualquer ideia que pudesse ter. Brilhante por sua inteligência, porém um fracasso na visão distorcida das coisas, criador de polêmicas, na minha opinião, por ser um egocêntrico. 

Tá, tudo bem! Para ele, Nelson rodrigues, que era brasileiro, vou deixar passar! Mas, auto lá, você aí: Alex Cuadros; Nancy Armour; ou quem quer que seja! Não, mesmo!

Tenho muito respeito pelos povos e por suas manifestações culturais. Admiro muito as tradições, as conquistas e legados culturais que cada povo fez e deixa para as gerações seguintes. Inclusive pelos Norte Americanos.

Porém, nenhum povo tem superioridade sobre outro. Alguns podem ser mais ricos, mais pobres, mais pacíficos, mais violentos, mais diplomáticos, enfim, .... Mas, nenhum tem superioridade sobre qualquer outro. Todos os povos tem seus próprios preceitos morais e éticos e por isso mesmo devem ser respeitados.

Em 2014, quando o porta-voz do ministério israelense das relações exteriores, Yigal Palmor, chamou o Brasil de "Anão Diplomático", eu senti um mal-estar insuportável. Não sei se vocês leitores do MBA+ se lembram disso.

Veja um trecho de artigo publicado no G1 sobre este assunto, em 27/07/2014:

Israel chama Brasil de 'anão diplomático' por convocar embaixador
"O porta-voz do ministério israelense das relações exteriores, Yigal Palmor, deixou o cargo nesta segunda-feira (1º). Ele esteve no centro de um incidente diplomático ao declarar, no fim de julho, que o Brasil "é, ao mesmo tempo, um gigante econômico e um anão diplomático".
A bomba diplomática veio no auge da guerra em Gaza no dia 24 de julho, depois que o governo brasileiro chamou o embaixador em Tel Aviv para consultas em Brasília.
Era um protesto contra os ataques israelenses à Gaza, considerados "desproporcionais". O então porta-voz do ministério de relações exteriores de Israel, Yigal Palmor, disse que a atitude mostrava porque o Brasil era ao mesmo tempo um "gigante econômico" e um "anão diplomático."
Ironia com a derrota do Brasil por 7 a 1 para a Alemanha (...)"


Por Que Resolvi Escrever Sobre Isto?


Porque eu fico irritada com as reações preconceituosas, expressas de forma debochada, vindas de pessoas instruídas ou letradas, melhor dizendo. 

Além disso, porque também tenho preconceitos. Apesar de sempre ter tentado acabar com qualquer sentimento ou pensamento preconceituoso em mim. Mas não é fácil porque crescemos ouvindo frases e vivenciando cenas de preconceito dia após dia. Ficam registrados em nossa memória e são acionados imediatamente, de forma totalmente involuntária, na nossa memória. Até aí, tudo bem! Estou falando de impulso, quando pensamos ou agimos por impulso.

Todavia, quando construímos uma ideia ou uma atitude preconceituosa, ou seja, elaboramos com cuidado uma ideia ou atitude preconceituosa com a intenção de menosprezar ou constranger alguém não tenho dúvida: é inferioridade moral. Estou neste instante fazendo o mesmo que os dois jornalistas americanos fizeram. Elaborei este texto para dizer que se querem nos menosprezar tudo bem, para mim, que também neste instante quero menosprezar suas ideias e opiniões, Alex Cuadros e Nancy Armour, não por serem americanos, mas por serem debochados.

Também tenho preconceito em relação à muitas "coisas" americanas: 
  • Nunca consegui aprender Inglês, tenho aversão ao Inglês, por preconceito, só gosto de inglês em música pela sonoridade; 
  • Não vejo graça nos hábitos alimentares dos americanos: odeio sanduíche e refrigerante; 
  • Acho um horror o modo como eles se vestem, são horríveis as roupas e "tênis" usados pelos americanos;
  • Eles "se acham", pra mim isto é inadmissível, porque eles não são tão o "máximo" quanto pensam ser;
  • Suas crianças aprendem muito cedo a usar armas de fogo e usam sem nenhum critério ou bom-senso;
e se eu continuar vou passar o resto da noite escrevendo uma lista sem fim.

E outro dia me peguei pensando que de todos os povos os únicos que nada deixariam de bom para o futuro eram os dos Estados Unidos: pois temos a moda e a música francesa, o macarrão italiano, a literatura inglesa, a natureza maravilhosa, o carnaval, o futebol, o samba, a bossa nova, ...., tudo brasileiro, a mitologia grega, as grandes construções arquitetônicas da antiguidade, e etc. 

E os estados Unidos? Demorei... Mas, É CLARO QUE FOI PURO PRECONCEITO, pois há várias coisas boas que vão ficar para sempre, como por exemplo: 

os grandes musicais de Hollywood dos anos 50 com sincronismo perfeito. 

Tenho que admitir são maravilhosos: Eu adoro!

Quem não adora Cantando na Chuva, de 1952, com Gene Kelly? Veja este trecho e observe a sincronia perfeita de movimentos dos dançarinos, Gene Kelly e Donald O'Connor:



E então, também me pergunto, quem sou eu? Apenas uma pessoa desconhecida, cuja opinião não vai mudar em nada o que está acontecendo e que não vai repercutir em absolutamente nada. 

Mas, tenho o direito de expressão e quero usá-lo agora, mas sempre respeitando todas as PESSOAS HUMANAS americanas. Também gosto de muitas outras coisas vindas dos E.U.A.. Tenho leitores aqui no blog que são americanos. Tenho admiração por muitos americanos, artesãos, atletas, atores, cantores, dançarinos, escritores, ...  também daria uma lista enorme. Em todos os lugares há valores a serem admirados, mas também há coisas das quais não gostamos e não somos obrigados a gostar de tudo. Mas devemos respeitar a todos.

Vai aqui meu recado a todos:

CRIME EXIGE JUSTIÇA.


O grande problema nesta história toda é o "CRIME". E crime exige "JUSTIÇA". É com isso que devemos nos preocupar. 

Não importa quem comete o crime, brasileiro ou americano, crime é sempre crime. Para criminoso, brasileiro ou americano, tem que haver punição. A única forma de punir corretamente é praticando a JUSTIÇA, seja para criminosos brasileiros ou americanos. 

Pois esta é a grande questão que os americanos, críticos preconceituosos citados acima, não conseguem perceber. Os 4 nadadores americanos são criminosos e a polícia brasileira tem a obrigação de puni-los.

Só para terminar sem deixar dúvidas, os nadadores americanos cometeram vários crimes: falsa comunicação de crime, prevista no artigo 340 do Código Penal Brasileiro; dano ao patrimônio e denunciação caluniosa.