02/02/2013

Nos anais da cultura...

Hoje, meus caros poeteiros, mostrar-lhes-ei uma das pérolas do mestre Gregório de Matos (Boca do inferno para os íntimos), um dos primeiros grandes poetas brasileiros. Este sim gostava de sacaniar... Mais obsceno que Wando... Mais ultrajante que Rafinha Bastos... Mais pornográfico que o Kid Bengala... com vocês a arte do Boca do inferno!
 Obs: Esta poesia foi feita para insultar a tal da Maria Viegas, que pelo que entendi, tinha sérios problemas intestinais... 
       
     À Maria Viegas

Dizem que vosso cu, Cota,
assopra  zombaria,
que parece artilharia
quando vem chegando a frota:
parece que está de aposta
este cu a peidos dar,
porque jamais sem parar
este grão-cu de enche-mão
sem pederneira, ou murrão
está sempre a disparar.

De Cota o seu arcabuz
apontado sempre está,
que entre noite e dia dá
mais de quinhentos truz-truz:
não achareis muitos cus
tão prontos em peidos dar,
porque jamais sem parar
faz tão grande bateria,
que de noite, nem de dia
pode tal cu descansar.

Cota, esse vosso arcabuz
parece ser encantado,
pois sempre está carregado
disparando tantos truz:
arrenego de tais cus,
porque este foi o primeiro
cu de moça fulieiro
que tivesse tal saída
para tocar toda a vida
por fole de algum ferreiro.
                             Gregório de Matos
Fonte: http://pensamentos-negros.blogspot.com.br/2010/02/gregorio-de-matos-boca-do-inferno.html
    Pedro Hiago S. Marques - A supernova capixaba.